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“Quando amar significa sofrer, estamos amando demais.” Robin Norwood

Amar demais é muito mais comum do que imaginamos e, por isso, é natural acharmos que estamos isentas de tal condição, inclusive porque o termo nos dá a sensação de algo positivo e nobre.

E como a maioria de nós foi ensinada a se relacionar dessa forma, achamos que é natural e saudável o amor machucar. Aliás, quem ama demais acredita que, quanto mais sente dor, mais se tem amor…

Quem ama demais necessita, sempre, da aprovação, aceitação e reconhecimento do outro para lidar com as situações da própria vida, pois não acredita em sua própria capacidade. Tem pouca autoconfiança, baixa autoestima e muito medo de que a relação acabe.

Normalmente é uma pessoa superprotetora e sente uma necessidade constante de cuidar do outro. Está tão habituada a se sacrificar pelo outro que não percebe que, ao invés de cuidar da sua própria vida, usa toda sua energia cuidando da vida do outro.

Mas não se engane: toda essa dedicação tem a intenção de controlar, manipular e ter reconhecimento por todo o seu esforço, na tentativa de ser notada e valorizada pelo outro.

Talvez, as palavras manipulação e controle te assustem, mas elas acontecem de maneira sutil. Ser submissa é uma maneira de controlar, já que a pessoa se anula de muitas necessidades e desejos para ser reconhecida por tamanho esforço, ser aceita e ter os seus desejos mais íntimos atendidos.

O controle pode aparecer em forma de ciúmes maquiada de cuidado… bisbilhotar o celular, querer saber com quem o outro está falando, onde está indo e com quem, são formas de controle. Além disso, é muito importante lembrar que ciúmes não é demonstração de amor e sim de medo e insegurança.

Quem ama demais se relaciona com medo. Medo de não ser amada, de ser desprezada e até mesmo abandonada.

Sua frustração é constante, pois nunca acredita receber este reconhecimento, pelo menos não da forma como merece. Tem pouca consideração com sua integridade pessoal dentro de um relacionamento amoroso e apresenta dificuldade em colocar limites e dizer não.

Espera que o parceiro supra todas as suas carências, que ele a proteja e traga a sensação de segurança. Tem dificuldade em ficar sozinha e concentra suas energias na mudança de comportamentos e sentimento do companheiro.

Geralmente escolhe parceiros problemáticos, inacessíveis emocionalmente, desestruturados, que tendem a reproduzir padrões vividos na infância: de sofrimento e grande desajuste emocional.

Buscar parceiros com padrões citados acima também é uma maneira de reproduzir os próprios padrões e crenças construídas ao longo da vida: ter que se esforçar e fazer por merecer para, então, poder ser amada.

Algumas perguntas básicas podem te ajudar a identificar se você é uma mulher que ama demais:

Você sofre por amor?

Acredita que só pode ser feliz se tiver um relacionamento?

Você faz muitas coisas para agradar o outro e acaba deixando as suas vontades e necessidades de lado por medo de perdê-lo?

Você só vê graça em atividades em que o outro também possa participar?

Você está insatisfeita com o seu relacionamento, mas mesmo assim, não consegue sair dele?

Se as suas respostas para essas questões são afirmativas, você pode estar vivendo o padrão de quem ama demais.

Tenho me dedicado a trabalhar ajudando mulheres a terem mais liberdade emocional e assim poderem se relacionar de maneira mais saudável e prazerosa: com elas mesmas e com os outros!

Sei o quanto admitir-se como dependente emocional é uma tarefa difícil, mas existem caminhos possíveis para sair dessa condição. E para isso, é necessário que, primeiro, a mulher perceba e admita que ama demais, que é dependente emocional, podendo, então, buscar ajuda.

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Giuliana Ruiz

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Giulianna Ruiz

Psicologia | Coaching 

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