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“MEU OSCAR NATALINO” VAI PARA …

Entrando em clima de Jingle Bells resenhei três filmes lançados pela Netflix em 2020, indicado pelo “Meu Oscar Natalino”, que merecem destaque pelos seus figurinos, cenografia e fotografia com toda a magia perfeita que essa época merece.

Primeira primeira indicação: Jingle Jangle – “A Invenção do Natal”

O mundo precisa de mais filme como “ A Invenção do Natal”. Neste filme de Natal, acompanhamos a saga de um inventor de brinquedos e sua neta.

Eles têm uma missão importante nas mãos: precisam criar uma invenção a tempo das comemorações natalinas. Então, se tudo der certo, esse projeto pode mudar para sempre a vida deles.

Brilha pela representatividade e beleza visual. Momentos musicais e performáticos, monólogos teatrais, figurino lindíssimo e principalmente o elenco escolhido a dedo.

O diretor optou por apostar na representatividade negra, trazendo o vencedor do Oscar Forest Whitaker como Jeronicus Jangle e revelação mirim Madalen Mills no papel de Journey Jangle, que acaba tornando-se a melhor parte do filme.

Também é necessário enaltecer a impecável Direção de Arte de Phil Harvey (Assassinato no Expresso Oriente, Episódio I – A Ameaça Fantasma), que utiliza da psicologia das cores para dar identidade e emoção ao cenário e principalmente ao figurino do elenco.

O que mais chama atenção é a presença do verde nas roupas do antagonista Gustafson que, quando já interpretado por Keegan-Michael Key.

Em algumas cenas o vilão está vestido da cabeça aos pés em tons esverdeados, e quando não, há apenas um elemento ou acessório em seu figurino com a cor.

O mesmo acontece com a carismática Journey de Madalen Mills, trazendo vermelho e roxo em diferentes momentos desde sua chegada à Cobbleton, constrastando diretamente com o amarelo acinzentado do que se tornou a Jangles and Things e seu avô Jeronicus.

Segunda indicação: “ Crônicas de Natal 2 ”

O primeiro filme, de 2018, foi um sucesso tão grande que agora chegou a hora de conferir a segunda parte.

Desta vez, um mágico quer acabar para sempre com o Natal e uma jovem chamada Kate se junta ao Papai Noel para ajudar a resolver esse problema. É um filme leve e cheio de magia.

Com um final feliz e diversas mensagens bacanas. Ótimo para assistir com crianças.

Para quem não sabe, Kurt Russell e Goldie Hawn formam um casal na vida real e fazem os papéis de Papai Noel e a Mamãe Noel.

Se conheceram na rodagem de um filme em 1966 e começaram a namorar em 1983, durante a filmagem de “Armas e Amores”.

Em “Crônicas de Natal” (2018), Hawn fez uma participação, mas neste segundo, os dois dividiram os papéis principais em “Crônicas de Natal: Parte Dois”. Nas palavras dela, Russell “faz um Papai Noel atualizado, e meio sexy”.

Os figurinos são impecáveis com toda aquela magia do espírito natalino.

Terceira Indicação: “Christmas on the Square”

Achei muito legal que esse filme é com a Dolly Parton, uma diva da música country.

Ela precisa lutar contra um homem pão-duro, que planeja mudar completamente a vida da cidade dela e cabe a ela resolver tudo isso. Será que a música, a magia e as lembranças podem fazê-la mudar de ideia?

É graças a Dolly Parton que o filme ganha seu maior diferencial quanto às outras propostas da temática.

Além de interpretar uma figura glamourosa e angelical, ela empresta sua voz e suas composições para a trilha sonora deste grande musical que talvez funcionasse melhor nos teatros, mas que ainda é interessante de se ver via streaming.

O longa conta com 14 canções originais de Dolly Parton. O projeto é dirigido e coreografado por Debbie Allen.

Em relação à fotografia, as cenas mais abertas são, sem dúvida, as melhores. Quando todo o cenário é explorado em planos-sequência de uma mistura de coreografias, diálogos e canções.

A cenografia é muito bem trabalhada, embora não tente parecer realista: a praça, principalmente, tem um ar bem de montagem teatral, mas que parece ser proposital frente a proposta mais aberta do filme.

As decorações natalinas das famílias alegres em contraste com a frieza do apartamento da protagonista Regina Fuller é interpretada pela grande atriz Christine Baranski. São admiráveis!

Os figurinos, por vez, são até que bastante singelos, mas é impossível não comentar sobre os trajes de Dolly Parton.

Sua performance como anjo é icônica, deixando de lado a simplicidade para apostar em visuais de diva pop que tanto combinam com ela e sua carreira.

É uma produção meio teatral off-broadway!

Me conta: quais desses filmes você quer assistir?

Um beijo e até o próximo post!

Fabi Senra – @fabisenra

(Designer de moda, Stylist e figurinista)

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